Mostrar mensagens com a etiqueta artigos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artigos. Mostrar todas as mensagens

2009-07-27

Amar Corpos Imperfeitos (Laurinda Alves)



Amar a imperfeição num tempo e num mundo que valoriza excessivamente a beleza, a forma física e a juventude estupidamente eterna é como amar em dobro. Não há nada de frívolo no amor dos que se amam na imperfeição. Falo de pessoas com handicaps físicos mas também dos que têm muito peso a mais ou a menos e, ainda, dos que atravessam doenças e sofrimentos que de alguma forma os desfiguram ou lhes distorcem a imagem.

Falo especialmente de corpos que não se enquadram nos padrões de beleza nem afinam pelo diapasão moderno e afinado dos ginásios.

Conheço vários casais que se amam no essencial e não se desperdiçam no acessório. Uns andam em cadeira de rodas, outros ficaram sem cabelo, outros ainda engordaram ou emagreceram demais devido aos cocktails de químicos que tomam para vencer a doença. Impressiona-me sempre a força e a substância deste amor. Na noite em que fui um bocado contrariada ao concerto dos Eagles (preferia a Katie Melua) fiquei atrás de um casal especial. Ela em cadeira de rodas e ele, um rapaz com ar de jogador de rugby, de joelhos ao seu lado, para estar à sua altura. Ele não parou de dançar naquela posição improvável e, de vez em quando, abraçava-a pela cintura e dava-lhe beijos apaixonados. Apaixonantes.

Jornalista
http://laurindaalves.blogs.sapo.pt


SIMPLESMENTE GENIAL!!!!

2008-12-04

A tireóide está engordando você? Parte III

De olho no hipotireoidismo

O aumento de peso é um dos sinais mais associados ao trabalho lento da glândula. Mas ele não é o único e muitas vezes pode nem aparecer. “O importante é o conjunto dos sintomas que cada paciente apresenta”, diz Marcio Mancini, endocrinologista. Se tiver alguns dos listados abaixo, vale procurar um médico para checar o funcionamento da glândula.

- aumento de peso, 4 a 6 quilos
- pele seca
- queda de cabelo
- unhas fracas
- dor de cabeça
- prisão de ventre
- maior sensibilidade ao frio – principalmente nos pés e nas mãos
- aumento no colesterol
- memória ruim
- dificuldade de concentração
- desânimo
- sensação de cansaço e fraqueza
- queda na libido

Exames que desmascaram o problema Para avaliar o funcionamento da sua tireóide, o médico costuma pedir um exame que mede a quantidade do hormônio estimulador (TSH) e a dosagem de T4 livre. Muitas vezes também solicita a verificação de anticorpos antitireóide – para checar se existe predisposição à tiroidite de Hashimoto.

O perigo das fórmulas para emagrece Um fator capaz de desafinar a sua glândula é o uso de “fórmulas mágicas” para perder peso. Embora seja proibido pela Anvisa manipular medicamentos com os hormônios da tireóide (T3 e T4) e fármacos similares (Triac), muitos médicos usam essas substâncias em remédios para emagrecer. Além de criminosa, a atitude coloca sua saúde em risco. No primeiro momento, você perde peso pois o metabolismo fica acelerado, em um quadro provocado de hipertireoidismo. “Nesse caso, não se perde apenas gordura mas também massa muscular e massa óssea. Isso é perigoso”, explica Marcio Mancini. Ao parar de tomar a fórmula, vem o rebote: a tireóide fica desregulada e trabalha mais lentamente, como no hipotireoidismo. Como você viu aqui, definitivamente não compensa brincar com a sua tireóide para perder alguns quilinhos. O melhor é apostar em atividade física regular e alimentação balanceada para emagrecer com saúde.

Quando a tireóide fica acelerada O hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireóide. Os sintomas são: aumento da freqüência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.

Site: Revista Boa Forma

2008-12-03

A tireóide está engordando você? Parte II

Quilos a mais e... resultado negativo Se a doença é comum, existe um quadro anterior que é ainda mais freqüente, o hipotireoidismo subclínico. Aqui, a paciente apresenta todas as queixas, mas os níveis hormonais ainda estão normais nos exames laboratoriais. O aumento desses casos pode estar ligado à correria da vida moderna. “Quem não dorme bem e vive estressada compromete várias etapas da produção hormonal, afetando a secreção das glândulas e o ritmo do organismo”, diz o endocrinologista Tércio Rocha, do Rio de Janeiro.

O quadro subclínico divide a opinião médica. Enquanto alguns preferem não prescrever medicamentos quando os níveis ainda estão dentro da margem normal, outros não têm dúvidas de tratar imediatamente o problema. “Se tenho uma paciente com os sintomas, não posso mandá-la para casa e esperar piorar o quadro. Nesse caso, indico uma dosagem baixa de hormônio. Com o ritmo de vida que as mulheres levam, a glândula precisa estar bem afinada para dar conta do recado”, diz Tércio.

Alimentação certa ajuda Outra especialidade que atua nos casos de hipotireoidismo subclínico é a nutrição funcional. Os profissionais dessa área associam o problema à falta de minerais como selênio, zinco e ferro. “A tireóide precisa deles para trabalhar direito”, diz Gabriel de Carvalho, nutricionista funcional e presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Outra questão é o excesso de metais tóxicos como mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. “Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta”, garante Gabriel. Mesmo quando a doença é confirmada, a alimentação certa também ajuda o organismo a assimilar o medicamento.

Os alimentos indicados para suprir o selênio são as oleoaginosas, como castanhas e nozes. O zinco tem boas fontes nos frutos do mar e nas leguminosas como lentilha e feijão-carioca. E o ferro está presente nas carnes e nos cereais integrais. Mas, como cada uma de nós pode ter carência de diferentes minerais, é melhor fazer exames específicos que mostram qual é a deficiência, para uma reposição adequada.

Associando os hormônios com a reposição dos minerais necessários, você junta forças para a sua tireóide funcionar no rítmo certo. Com isso, os quilos a mais são queimados, seu ânimo reaparece, a libido volta a crescer e você vive muito melhor.

Site: Revista Boa Forma

2008-12-02

A tireóide está engordando você? Parte I

Essa glândula, que fica bem no meio do pescoço, controla o funcionamento de todo o organismo. Quando ela está devagar, o metabolismo fica mais lento e você ganha peso com maior facilidade. Entenda melhor como a tireóide funciona e investigue se a sua também está trabalhando em câmera lenta

por Marjorie Umeda

Parece que hoje em dia todo mundo sabe de pelo menos uma mulher que tem ou teve alguma alteração na tireóide. A mais conhecida é o hipotireoidismo, doença que incomoda muito porque causa aumento de peso, cansaço e desânimo. A atriz Deborah Secco, que já sofreu com o problema, conta que, durante a crise, nem tinha vontade de sair de casa. Trata-se de um mal predominantemente feminino: para cada sete mulheres com essa alteração, há apenas um homem.

O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireóide são hereditárias”, diz Geraldo Medeiros- Neto, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), presidente do Instituto da Tireóide, em São Paulo, e coordenador da pesquisa citada acima.

Trabalho lento, quilos a mais melhor esse descompasso, é preciso compreender o seu papel. Ela é uma das nossas maiores glândulas e tem o formato de uma borboleta. Segue os comandos da hipófi se, uma espécie de glândula mestra que secreta hormônios que atuam em todo o organismo, entre eles o TSH, que aciona o funcionamento da tireóide. Ela, por sua vez, fabrica os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo e atuam em órgãos vitais como coração e rins.

Quando a tireóide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como conseqüência, a tireóide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos.

Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer

Site: Revista Boa Forma

2008-11-16

Arroz preto coma e dê adeus à barriga ...

Estudo afirma ! Essa variedade, cultivada há mais de 4 mil anos na China, tem tudo para virar a grande aliada de quem quer emagrecer -- e, melhor ainda, esbanjando saúde

Fique sabendo que o arroz preto diminui a algumas gordurinha a mais será?-- habituando-se a ingeri-lo todos os dias. Assim você nocauteia a balança sem pôr em risco a sua saúde. Pesquisa feita pelo Instituto de Agricultura de Campinas, vinculado à Secretaria Estadual de Agricultura, revelou que essa variedade contém 20% mais proteína e 30% mais fibras do que a versão integral. As calorias são praticamente as mesmas – em 100 gramas, o preto traz 359 e o integral, 362.

E por que, então, o arroz preto ajudaria a enxugar as medidas? "Por causa das fibras",segundo Tânia Collino, nutricionista clínica funcional, de São Paulo. Quanto maior a quantidade delas, maior também a queima calórica. Claro, o organismo tem que trabalhar mais para processá-las. Em outras palavras, o metabolismo pisa no acelerador. “Sem contar que as fibras dão saciedade", acrescenta a especialista.

Ou seja, você acaba consumindo porções menores. Não custa lembrar que essas substâncias auxiliam o funcionamento do intestino e isso é fundamental para o emagrecimento. E, como se fosse pouco, as fibras modulam a glicemia, a taxa de açúcar no sangue, evitando grandes descargas de insulina – o hormônio que é inimigo de um corpo enxuto –, e, consequentemente, o diabete. Por fim, para coroar tantos benefícios do arroz preto para a saúde, mais um dado: ele é quase 11 vezes mais rico em antioxidantes do que seu parente mais próximo, o integral.

Essas moléculas combatem os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo aparecimento de doenças. Em suma, arroz preto no prato todo dia é garantia de organismo em equilíbrio e emagrecimento duradouro.

2008-08-31

Especiarias e Ervas protegem das consequências dos elevados índices de açúcar no sangue

As ervas e especiarias são ricas em antioxidantes, e um novo estudo da Universidade da Georgia sobre nutrição sugere que são também potentes inibidores dos danos causados nos tecidos celulares devido a altos níveis de açúcares no sangue.

Os investigadores, que publicaram os resultados na corrente edição do Journal of Medecinal Food, um jornal especializado em nutrição e alimentação medicinal, testaram extractos de 24 ervas e especiarias comuns. Para além de descobrirem altos níveis de compostos ricos em antioxidantes, conhecidos como fenóis, revelaram uma correlação directa entre os fenóis e a capacidade dos extractos bloquearem a formação de compostos que contribuem para os danos causados pelas diabetes e envelhecimento.

“Porque as ervas e especiarias têm um baixo teor calórico e são relativamente baratos, são uma excelente forma de introduzir muitos antioxidantes e elementos anti-inflamatórios na sua alimentação,” diz o co-autor do estudo James Hargrove, professor associado de Dieta e Nutrição na UGA College of Family and Consumer Sciences.

Hargrove explicou que quando os níveis de açúcar no sangue são elevados ocorre um processo conhecido como glicação proteica, na qual os açúcares formam ligações com as proteínas e produzem o que geralmente são denominados como produtos finais de glicação avançada (PFGA ou AGEs). Estes compostos activam o sistema imunitário, o que resulta na inflamação e danos nos tecidos devido ao envelhecimento e diabetes.

Os investigadores descobriram uma forte e directa correlação entre o teor de fenol nas ervas e especiarias comuns e a sua capacidade de inibir a formação dos compostos PFGA. O cravinho e a canela apresentam níveis de fenol na ordem dos 30% e 18%, respectivamente, enquanto que o orégão e salva apresentam 8% e 6%. Comparativamente, os mirtilos, que são bastante conhecidos pelas suas capacidades antioxidantes, contêm apenas 5% de fenol.

Diane Hartle, co-autora do estudo e professora associada da UGA College of Pharmacy, afirma que os fenóis são absorvidos de forma diferente pelo corpo e possuem diferentes mecanismos de acção, sendo provável que a ingestão de uma grande variedade de especiarias diferentes possa ser mais benéfico e eficaz.

“Se você montar uma pequena horta de especiarias e ervas, mesmo no interior de casa, e temperar a sua comida regularmente e com criatividade, poderá duplicar ou triplicar o valor medicinal da refeição sem aumentar o valor calórico,” afirma Hartle.

Ela acrescenta ainda que controlar os níveis de açúcar no sangue e a formação de compostos PFGA através da nutrição pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares associadas com as diabetes e envelhecimento. Hartle explicou que altos níveis de açúcares no sangue aceleram os problemas de coração, já que os compostos PFGA formam-se no sangue e nas paredes dos vasos sanguíneos. Os compostos PFGA agravam a arteriosclerose, que produz placas de colesterol.

Os estudos realizados em animais de laboratório parecem comprovar a argumentação dos investigadores. A canela e extractos de canela, por exemplo, conseguiram reduzir os níveis de açúcar nos ratos.

“As ervas e especiarias são geralmente reconhecidas como saudáveis e seguras e foram introduzidas na nutrição humana há já milhares de anos. De facto, algumas destas ervas são agora vendidas como suplementos devido aos seus benefícios para a saúde”, diz Hartle.

O Professor de Nutrição e Dieta Alimentar do College of Pharmacy e co-autor do estudo, Phillip Greenspan, diz que a grande maioria das pessoas não ingere a sua dose diária recomendada de frutas e legumes. Em vez de temperar a comida com sal – que não acrescenta os benefícios dos fenóis e está ligado a múltiplos problemas de saúde – ele recomenda que as pessoas utilizem uma variedade de ervas e especiarias para melhorar o teor nutricional das suas refeições.

“Ao acrescentar ervas e especiarias à sua dieta, estará a introduzir vários benefícios à alimentação para além do gosto,” finaliza Greenspan.

Fonte: Science Daily

2008-08-05

O trabalho está engordando você?

Sua vida profissional pode sabotar sua dieta ou, pior, aumentar ainda mais suas medidas. Saiba identificar os momentos em que o trabalho vira inimigo da balança e prepare o contra-ataque

por Eliane Contreras | fotos Caio Mello

A proposta era irrecusável: cargo perfeito para uma administradora de empresas e um salário bacana. A carioca Cristiane Lima só não imaginava que, passados dois anos de total dedicação ao trabalho numa multinacional, também ganharia polpudos 5 quilos. “Me dei conta desse aumento de peso no último checkup. No próximo, não vai ser surpresa se a balança acusar mais alguns quilinhos”, administradora, de 27 anos, 1,56 metro de altura e atuais 54 quilos. Se não detectar em que momento a vida profissional está mexendo com suas medidas, e se organizar para o contra-ataque, não tem como ser diferente: Cristiane vai continuar ganhando peso. Quer dizer que trabalhar engorda? É o que afirmam as estatísticas. O ritmo acelerado – cada vez mais comum no dia-a-dia de quem trabalha –, associado à falta de tempo para comer com calma, funcionou como um verdadeiro regime de engorda para quase metade dos 500 funcionários da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) de São Paulo. Uma avaliação feita no final de 2006 revelou que 44,3% deles estavam acima do peso. “E, desse total, 12,9% atingiram a faixa de obesidade”, conta o médico do trabalho Mário José Mello Martins, coordenador da área de saúde da BM&F. A partir de um programa de incentivo à qualidade de vida realizado na empresa, vários funcionários estão mudando essa rotina e, aos poucos, recuperando o antigo peso.

fast food e computador: dupla explosiva

Na lista dos vilões, a nutricionista Maria Pia Costa, da Nutriesssencial Consultoria, em São Paulo, inclui o acesso fácil às máquinas de guloseimas, fast food, excesso de cafezinhos e, claro, as tentações oferecidas pelos colegas no meio da tarde, no auge da larica. Acrescente o sedentarismo a isso tudo e, pronto, você vai entrar rapidamente para a turma dos profissionais acima do peso. Se não é o que você sonha para o seu corpinho, modifique também sua rotina. O primeiro passo é reservar espaço na agenda diária para tomar café-da-manhã e almoçar – se possível, sempre no mesmo horário –, além de programar um intervalo no meio da tarde para fazer um lanche rápido. “São atitudes simples, mas indispensáveis para evitar armadilhas comuns, como pedir sanduíche por telefone na hora do almoço e devorá-lo em minutos diante do computador”, comenta Maria Pia, que, junto com a sócia Gabriella Guerreiro, criou o Nutri Office, um programa de reeducação alimentar especial para ser levado às empresas.

rotina de engorda

A questão é que existem profissões, como a da relações públicas carioca Juliana Leite, de 28 anos, que não permitem a tal disciplina sugerida pelos especialistas. Obrigada a viajar cada semana para um lugar diferente, ela engordou 15 quilos em menos de dois anos. Só conseguiu se livrar do excesso, voltando a pesar 67 quilos (adequados para seu 1,73 metro de altura), quando mudou de emprego. “Minha rotina era maluca. O tempo era dividido entre aeroportos, compromissos profissionais e hotéis. Comia o lanche servido no avião para economizar tempo e, assim, ir direto para as reuniões. Passava o resto do dia tomando cafezinho e, no jantar, pedia um sanduíche no quarto do hotel. No café-da-manhã não resistia: experimentava quase tudo o que tinha no bufê – pão de queijo, croissant com manteiga e geléia, bolo, suco, café com leite, iogurte com sucrilhos açucarado, fruta...”, conta Juliana. Hoje, apesar de viajar menos, continua com a agenda atribulada. “Mas não caio mais na roubada de comer qualquer coisa a qualquer hora para dar conta do trabalho.”

3, 4, 5 quilos no susto

Você faz parte do gigantesco time de mulheres que usa a comida para aliviar as tensões? Então corre ainda mais risco de engordar, pois o ambiente de trabalho é assim: quando não é a competição entre os colegas, é a pressão da chefia para cumprir metas e prazos que abala as nossas emoções. Daí a boca fica nervosa. “O trabalho me deixa superansiosa. Para compensar, como chocolate, salgadinho, biscoito... Nos dias tensos, também dobro o tamanho do prato na hora do almoço”, conta a empresária paulista Elaine Chapani, de 31 anos, 1,74 metro de altura e 73,5 quilos.

“Para muita gente, as tensões do trabalho geram ansiedade e disparam o gatilho da fome, agravando a relação com a balança”, alerta Zuleika Fluente, coordenadora psicológica do Peso Ideal in Company, orientação empresarial criada pelo sistema de emagrecimento Peso Ideal. Não só isso. Os problemas acumulados viram um trampolim para o stress, o que pode fazer você ganhar 3, 4, 5 quilos mesmo sem abusar da comida. Isso acontece porque o stress estimula a produção de cortisol – hormônio que estimula o corpo a estocar gordura. E lá vem peso extra. Portanto, se o clima pesar no escritório, respire fundo. Melhor: arrume uma horinha – no começo, no meio ou no fim do dia – para soltar as feras na academia ou dar uma volta no quarteirão. Relaxa e emagrece! Você passa o dia sentada? Pois comece a andar já! Nem que seja para ir até o bebedouro. Identifi que a seguir outras ciladas do trabalho que podem fazê-la engordar. A gente aponta cinco maneiras de você continuar usando o mesmo número de manequim que no começo da sua carreira.

2008-08-04

8 motivos para você beber mais água

Ela é sinônimo de vida – não é à toa que uma das grandes preocupações do momento é a preservação desse líquido cada dia mais precioso. Economizar água é palavra de ordem da nossa era. Só não vale para um caso: hidratar seu corpo. Esta reportagem vai convencê-la a virar mais um copo já!

por Kátia Cardoso fotos Marcelo Correa

A Terra é conhecida como planeta água, tamanha a quantidade desse recurso natural, que ocupa cerca de 70% da sua área. O incrível é que nós também somos formadas por esse líquido na mesma proporção. “A água tem muitas funções no organismo, como manter nossa temperatura e irrigar tecidos”, diz a nutricionista paulistana Luciana Setaro, mestre em nutrição pela Universidade de São Paulo e doutoranda em ciência dos alimentos. Um tecido bem irrigado significa, na prática, pele e cabelo maravilhosos. Para ajudá-la a manter a corpo e a saúde em dia, destacamos oito motivos que fazem da água uma das suas melhores amigas. Veja nas próximas páginas e refresque-se!

1 - facilita a digestãoA água ajuda na formação de enzimas (substâncias que facilitam as reações químicas no organismo) e também da saliva e do suco gástrico, que atuam na digestão.

2 - combate o inchaçoSem uma hidratação adequada, o volume de sangue diminui. Assim, as vitaminas e os minerais que ele carrega demoram mais tempo para chegar às células e, conseqüentemente, na pele e nas extremidades como cabelo e unhas. Por outro lado, bem hidratada, sua pele fica bonita e seu cabelo e unhas fortes. Além disso, com uma boa irrigação, o organismo não retém sódio – responsável pelo inchaço.

3 - reduz infecções
Ao se manter hidratada, você assegura que seu corpo será bem nutrido pelo sangue. É ele também que transporta minerais, como o ferro – importante para fortalecer as defesas do organismo.

4 - regula a temperatura
Por meio da transpiração, a água evita que o organismo entre em colapso com alterações bruscas de temperatura e faz com que ele se adapte ao ambiente.

5 - turbina a performance na malhação
O melhor desempenho em atividades físicas ocorre porque as fibras musculares “ficam azeitadas”, deslizando com mais facilidade, o que reduz o risco de cãibras e de contusões.

6 - desintoxica e previne a celulite
Grande parte das toxinas é expulsa do nosso organismo por meio da urina e do suor. Por dia, eliminamos 1 litro e meio de urina e o equivalente a um copo de água na transpiração. Se não houver hidratação suficiente, esse processo – e a sua saúde! – fica comprometido. A água amolece as fezes, facilitando a eliminação delas. Todo esse conjunto, aliado à melhora na circulação sanguínea, acaba prevenindo o aparecimento de celulite.

7 - ajuda a emagrecerIsso acontece principalmente quando ela é consumida junto com fibras solúveis, encontradas, por exemplo, nas frutas e na aveia. Em contato com a água, as fibras incham como uma esponja e dão sensação de saciedade. A água também pode “enganar” temporariamente o estômago com sua presença, mas, como ela não sofre digestão e absorção, essa sensação passa rapidamente e a fome reaparece.

8 - melhora a absorção dos nutrientesVale lembrar que é o sangue que carrega a glicose e outros nutrientes para as células, alimentando-as. E só uma hidratação adequada garante o volume ideal de sangue para transportar os nutrientes. Além disso, para serem absorvidos, eles precisam da água. É o caso das vitaminas C e do complexo B, que reforçam nossas defesas.

2008-08-03

Pílula antibarriga: será que é para você?

Que mulher não gostaria de ter uma barriguinha chapada, como a das modelos que ilustram as páginas desta reportagem? Daí para sonhar com a chegada da pílula mágica é um pulinho. A aprovação do Acomplia – o medicamento que promete vencer a gordura teimosa ao redor da cintura – atiçou ainda mais esse desejo. Mas, antes de correr atrás desse remédio (e pagar uma fortuna), descubra para quem é indicado

por Eliane Contreras | colaborou Eloisa Deveze

O Acomplia, a tão falada pílula antibarriga, nem ganhou as ruas – o que está previsto para acontecer entre julho e agosto – e as mulheres já estão loucas para garantir sua caixinha. A promessa é realmente tentadora: encolher até 8 centímetros ao redor do abdômen em menos de um ano. Porém, se você só tem 2 ou 3 quilinhos para perder e pensa em recorrer à pílula para abotoar aquele jeans tamanho 38, esqueça! Ela não é indicada para resolver dissabores estéticos. Serve, isso sim, para quem tem gordura na cintura acima do limite sem estar, necessariamente, com excesso de peso.

Fita métrica

Para saber se você faz parte do clube da cintura grossa, que, pasme, reúne 50% dos brasileiros adultos, basta pegar uma fita métrica e medir sua cintura. Se ela tiver mais de 80 centímetros, você é candidata a um punhado de doenças provocadas pela gordura visceral, aquela que se acumula no abdômen. Inimiga do coração, essa gordura faz um estrago danado na saúde: por estar próxima ao fígado e liberar ácidos graxos para esse órgão, aumenta os triglicérides e o colesterol ruim e diminui o bom. “A gordura abdominal também produz substâncias que causam resistência à insulina e propensão ao diabetes”, diz o endocrinologista Alfredo Halpern, chefe do departamento de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso o entusiasmo da comunidade médica e científica em torno do Acomplia.

Menos fome

Fabricado pelo laboratório francês Sanofi -Aventis, essa superpílula ainda reduz a fome. E como isso acontece? O rimonabanto, seu princípio ativo, inibe as substâncias endocanabinóides, responsáveis entre outras coisas pelo controle do apetite. Quando a produção dessas substâncias está desregulada, a fome aumenta e vira gula. Elas também interferem no colesterol e no acúmulo de gordura. É aí que o Acomplia entra em ação – diminui o apetite e estimula a queima de gordura especialmente no abdômen. Todo esse mecanismo foi descoberto a partir de estudos sobre os efeitos da maconha. Os cientistas buscavam uma explicação para a “larica”, o desejo de comer doce que a droga desperta em parte dos usuários. Eles descobriram que a erva hiperativa o sistema endocanabinóide.

O lado ruim

Não dá para dizer que o Acomplia é o aliado mais poderoso no combate às gordurinhas. “O remédio é a melhor opção no caso da obesidade causada por distúrbios no sistema endocanabinóide”, adverte o endocrinologista carioca Walmir Coutinho. Mas existem muitas outras causas para o problema que pedem soluções diferentes. Além disso, o preço do produto importado é pra lá de salgado: cerca de 400 reais a caixa com 28 comprimidos (estima-se que no mercado brasileira vá custar 30% a menos). E ainda há o risco de efeitos colaterais: enjôo, tontura, sono e depressão. Outro sinal de que a pílula não é mágica: o uso não dispensa a dupla dieta e exercício e se engordar de novo, depois do tratamento, a barriga volta.

2008-05-01

Medo de Engordar

O medo é um sentimento natural, fundamental e necessário ao ser humano. Ele é amigo do homem. Ajuda-o a proteger-se e a prevenir-se de muitas coisas. Existem dois tipos de medo: o real e o imaginário. O real é facilmente explicável e perceptível. Como exemplo, o medo de ser atropelado ou de falar em público. Ninguém atravessa uma rua movimentada sem precaução. Há o perigo real de ser atropelado. Ao falar em público há o medo de dar um branco na hora, de falar errado ou de não saber o conteúdo do assunto como deveria.

O medo real é enfrentado nos casos citados olhando para os lados, esperando o sinal fechar e atravessar a rua.


No caso de falar em público o medo é enfrentado preparando-se melhor para apresentação, obtendo o máximo de conhecimento sobre o assunto, fazendo um roteiro, usando recursos áudios-visuais etc.

O importante é que o medo foi enfrentado e ajudou a pessoa no seu intento. Quanto ao medo imaginário, ele não existe na realidade, como por exemplo, o medo de passar mal em uma fila de banco e achar que vai morrer.

Acontece que esse medo foi criado pela própria pessoa e para ela ele é real. É praticamente um mundo de “mentiras”, mas para a pessoa ele é verdadeiro. Portanto, vivemos com pensamentos que nem sempre correspondem com a realidade e quando são negativos podem nos prejudicar.

“Esse é um tipo
de medo real
que precisa ser enfrentado”

Esse medo imaginário precisa também ser enfrentado. Só que a maioria das pessoas prefere não fazê-lo.

Há pessoas que apresentam uma distorção na percepção da forma e do peso corporal e acham que estão engordando demais a cada pequeno abuso na alimentação.

Às vezes quando ela emagrece certa quantidade de quilos pode adquirir o medo de engordar novamente e passa a ter atitudes inadequadas.

Se você passou por um processo de emagrecimento corre o risco de desenvolver Anorexia Nervosa (recusa a manter o peso corporal em uma faixa normal mínima) ou Bulimia Nervosa (episódios repetidos de compulsões alimentares seguidas de comportamentos compensatórios como vômitos auto-induzidos, uso de laxantes, diuréticos, jejuns ou exercícios excessivos) por medo de engordar de novo.

Esse é um tipo de medo real que precisa ser enfrentado. O correto é a pessoa aceitar a reeducação alimentar, balancear os alimentos, ingerir a quantidade adequada ao seu corpo e praticar exercícios físicos sem exagero.

Essa nova maneira de alimentar-se e de viver precisa ser bem estudada, assimilada por repetição, assim é possível vencer o medo de engordar e evitar a bulimia ou comportamentos de anorexia.

Aguardo perguntas e sugestões.



Coluna assinada por:
Dr. José Rui Bianchi
Médico psiquiatra e Autor do livro
"Emagrecer também é Marketing" - DVS Editora

Para Rir

Mulher gorda é que nem Ferrari… quando sobe na balança vai de zero a cem em um segundo.